Notícias do front
Meu segundo semestre na faculdade começou de verdade agora que passou o carnaval, que maravilha! Estamos tendo matérias fantásticas, bom, pelo menos para mim que sou uma curiosa insaciável sobre tudo o que envolve atividade física, esporte, saúde, ciência, etc.
Nossa grade de horário na FMU neste segundo semestre possui as seguintes matérias: Basquete, Futebol, Habilidades Gímnicas Axiais, Natação, Fisiologia do Exercício, Bioquímica, Genética, Anatomia, Psicologia e Filosofia. Em qualquer curso que a gente faz nessa visa, é normal ter todo tipo de professor: um professor enxaqueca, um FDP, um mal amado (às vezes os astros entram em conjunção, onde o portal de Hades, o deus das regiões infernais, se abre e todas essas características se reúnem numa pessoa só), mas nada como levar tudo, literalmente, na esportiva, já que estamos numa faculdade de Educação Física, e fazer piadas terríveis, colocando apelido no chato e dando muita gargalhada com a turma. Mas a maioria esmagadora dos professores, felizmente, é do bem e cada aula é um deleite.
Triathlon, aqui me tens de regresso
No semestre passado, minha vida entrou numa revolução total e fiquei sem treinar quase nada, minhas prioridades eram a faculdade e, logicamente, o trabalho (afinal de contas, o investimento numa faculdade é alto). Senti muita falta dos treinos, dei uma engordadinha básica, mas sem dramas. Este semestre, com minha vida mais organizada, estou conseguindo encaixar uma horinha de exercícios todas as manhãs, com exceção dos sábados e domingos, onde faço umas 3 horas... ou não! Se eu estiver muito cansada, enfio o pé-na-jaca, acordo ao meio-dia e passo a outra metade dele em estado vegetativo-contemplativo.
Para voltar de vez a treinar com uma certa constância, resolvi me inscrever no Troféu Brasil de Triathlon na distância short, que será em Santos, dia 17/03. Vamos ver como estamos depois de um bom tempo parada. Já até sinto o friozinho na barriga, ui!
Ah, mas você está curioso, ou curiosa, que eu sei... quer saber que raios de aula é essa de "Habilidades Gímnicas Axiais" não é? Duas coisas posso garantir sobre ela: 1- é louca e 2- é legal. E basta. Segredo de quem faz Educação Física na FMU...não, brincadeira, quando chegar o momento, vou colocar aqui no blog um vídeo do nosso trabalho em grupo.
Por hora vou sendo apresentada, nas aulas de anatomia, aos 106 ossos que temos apenas se consideradas as mãos e os pés! Vou aprendendo, na aula de Fisiologia, que está tudo interligado, mexeu num sistema do organismo, causa impacto em todo o resto, para o bem ou para o mal. Já escolhi meu bichinho de estimação para as aulas de Genética, um gene chamado ACTN3 e vou suportando bravamente a chatice da aula teórica de futebol, onde o professor manda cuspir o chiclete, sentar direito, tirar o boné e responder "presente" ao invés de "aqui" na chamada.
Livro da vez
Li a biografia I'm Here to Win, do Chris McCormack, triatleta australiano que ganhou 2 vezes o campeonato mundial de Ironman do Hawai e acho que todos os títulos possíveis de se ganhar no triathlon na distância olímpica. O livro tem umas passagens muito legais sobre quando ele começou a carreira dele, quando morou e competiu na Europa e depois a guinada e foco na distância Ironman. Suas estratégias de manipulação psicológica dos adversários também são interessantes. Vale a pena ler, mas é um livro um pouco repetitivo e cheio de informações inúteis, poderia ter metade do total de páginas.
Agora peguei a biografia da Chrissie Wellington, A Life Without Limits. Ela foi um dos maiores fenômenos que apareceram na história do Ironman, simplesmente ganhou todos que disputou. Surgiu do nada, sem passado atlético e começou a preocupar os homens da competição, as mulheres não eram páreo. Se aposentou no auge no ano passado. Ela escreve sozinha (sem ghost writer), o que estou achando um grande erro, porque, apesar de ela escrever bem, não tem ritmo narrativo e a leitura está um verdadeiro porre. Vamos ver se, com um pouco de leitura dinâmica, a coisa melhora. No próximo post espero já ter terminado e conto alguns detalhes interessantes sobre ela.
Na fila de livros estão: "O Leão da Toscana" do Gino Bartalli, que conta a história deste ciclista incrível, herói da Segunda Guerra, salvou muitos judeus das garras nazistas na Itália. Levava documentos falsos no quadro da bicicleta por mais de 200km e entregava para os judeus escondidos em Assis. Depois tenho o livro de outro ciclista, só que o outro lado da moeda, o lado negro: " The Secret Race", escrito por Daniel Coyle, narra confissões do ciclista Tyler Hamilton sobre doping, dizem que é bombástico, a ver.
Inscrição confirmada
E eis que acaba de chegar a confirmação da minha inscrição do Troféu Brasil, e lá vamos nós!
Aqui conto sobre minha vida de atleta amadora, apaixonada por esportes em geral, mas triatleta de corpo e alma. Também exponho meus pensamentos, idéias, opiniões, protestos, piadas, enfim, tudo o que vier na telha. Have fun!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Novo começo
Uma das minhas resoluções para o ano novo de 2013 seria escrever, pelo menos, um novo post por mês no meu querido blog Tripateta. Antes que janeiro acabe e eu complete o meu centésimo “amanhã eu faço” do ano, vamos lá!
Faz muito tempo que eu não escrevo e, portanto, muita coisa aconteceu no meu mundinho triatlético. Mas vamos soltando as novidades aos poucos.
Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que tomei coragem e voltei a estudar! Em agosto de 2012 iniciei minha segunda graduação! Estou fazendo faculdade de Educação Física na FMU, aqui em São Paulo. Trabalho durante o dia, mais faculdade à noite é igual a... cansaço generalizado, mente e corpo, mas feliz até os ossos. Não sobra muito tempo para treinar triathlon, mas dou uma nadadinha aqui, uma pedaladinha ali, uma corridinha acolá e vamos levando.
Tive muita sorte de cair numa turma maravilhosa, que ama esportes em geral e meus receios de ter de suportar uma turma de pré-adultos-universitários-cabeça-oca-pentelhos-maletas foram divinamente infundados. Muitos da nossa turma são mais velhos e estão na sua segunda-graduação, como eu e, ouso dizer, demos o tom de seriedade e a turma veio junto na medida do possível. Claro que com algumas excessões. Normal.
Cada aula que tenho é um imenso prazer, este semestre que passou estudamos Crescimento Humano, Anatomia, Handball, Histologia, Atletismo, Primeiros Socorros, Natação, etc. e com professores super-renomados e competentes (excessões aqui de novo e normal, de novo).
Sou analista de sistemas, profissão que tenho desempenhado desde 1997, portanto há 16 anos, com muito capricho e dedicação. É um trabalho mentalmente desgastante, requer extrema concentração e raciocínio lógico. Tem sido muito gratificante atuar nesta área, mas é chegada a hora de mudanças. Na maioria das vezes, sabemos que precisamos mudar, mas conforme ficamos mais velhos, vamos ganhando um comodismo rançoso, do qual eu sempre tive pavor. Enquanto tiver energia vital neste corpo, alegria de viver e vontade de ser, cada dia, um tantinho mais feliz ainda, eu vou correr atrás.
Foi com essa gana, e talvez coragem, de recomeçar uma carreira profissional que terminei o primeiro semestre com a maioria das notas oscilando entre 9 e 10. A menor, 8.5. CDF? Oh yes, estudei feito louca (alegre), com orgulho.
Diferente da maioria dos meus posts, em que não levo nada a sério e debocho de tudo e de todos (inclusive amigos), esse vai saindo mais careta. Mas tudo bem, é só para desenferrujar a escrita e tirar o pó das idéias.
Ok, ok, só uma gracinha: ontem aprendi a andar de SUP num mar chatinho, cheio de marolinhas na praia de Paúba, litoral norte de São Paulo. Quem assistia a cena da praia deve ter dado boas gargalhadas do festival de quedas, para os lados, para a frente, de peixinho cai pra trás, sim, era praticamente o ilariê, ô ô ôooooo, tchibum. Professor fera, paciente, com incentivos pegando no ponto fraco: “triatleta desistindo? triatleta cansada?” ughhh de volta pra prancha e, de novo, água. Depois de um BOM número de tentativas eis que fico em pé, uma remada, duas remadas (já na diagonal), três remadas (com uma perna no ar e outra no SUP) e voilá, tchibum. Once again. No final das contas, consegui remar bastante em pé, mas eu considero que tenho “unfinished business” com o SUP, me aguarde!
Feliz 2013 a todos!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Triathlon e os pequenos prazeres da vida

Trote leve fofocando com os amigos
Pisar o chão descalça depois de correr
Contar piada no treino de pedal as 5:00 da manhã
Falar palavrão no treino de pedal
Soltar 100m livre
200m de perna com nadadeira conversando em 3 na mesma raia
Ter um amigo nadando no teu ritmo na raia ao lado só pra te fazer companhia
Sentir o sono vir e poder dormir
Acordar no pique total numa manhã de verão
Banho quente depois de um pedal gelado
Coca-cola gelada depois de um pedal quente
Primeira respirada profunda na bike, depois de uma natação tensa
Nadar no mar
Massagem
Tricotar com as amigas no vestiário da academia
Padoca com os amigos depois do treino
Pão francês fresquinho com manteiga e café no lanche da tarde
Lanche de churrasco com queijo na estrada voltando da competição
Comer um prato GG de macarronada no jantar
Pegar vácuo numa roda boa
Sentir a endorfina entrar na corrente sanguínea durante a corrida
Matar o treino de pedal da madrugada e dormir mais 2 horas babando
Ver o sol nascer no treino de pedal da madrugada
Perceber que alguém te esperou para dar roda e voltar para o pelotão
Esperar alguém que sobrou e levar de volta para o pelotão
Fazer xixi na roupa de neoprene antes da largada
Tirar a roupa de neoprene
Não conseguir parar de colocar itens nessa lista
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Poesia de uma tarde de inverno

Deixei as palavras brotarem para não estourar a represa e canalizei através do triathlon, como ele é meu esporte de coração, achei que era um veículo nobre.
A água nas mãos
Deslizando os braços
Esticando o alcance
Abrindo espaços
O vento no rosto
É o vento na alma
O vento no corpo
Balançando a calma
Os pés no chão
O passo ligeiro
A energia de dentro
É o prazer inteiro
Não vejo a linha
E não importa que eu passe
Pelo contrário, espero
Que o caminho me ultrapasse
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Bastidores do triathlon
Parte 2: O Menu
Se o treino ou a competição vão durar até 2 horas, nada que 2 sachês de gel (1 a cada 45 min) e 1 garrafinha de água não resolvam. O triathlon na distância short e olímpica dificilmente ultrapassa esse tempo. A não ser que seja uma prova com requintes de crueldade, tipo os XTerra ou os XTreme da vida, aí sim lá se vão mais de 2 horas fácil. Portanto, eu diria que quem compete até a distância olímpica ainda mantém o glamour ao comer, é relativamente clean e seguro (no sentido de não causar distúrbios alimentares) consumir apenas o gel com água.
Agora quando vamos analisar o que o triatleta de longa distância consome nos seus seguidos treinos de mais de 3 horas de duração, principalmente na bicicleta, aí a imaginação corre solta. Principalmente porque comer as mesmas coisas toda semana enjôa, daí que estamos sempre "trocando figurinhas" uns com os outros e o menu começa a ficar bem "tabajara". Eu acho que já falei em algum post anterior que triatleta não pode ser fresco. Pelo menos os de longa distância não.
Imagina como fazemos para transportar toda a comida? Clean não é. Delicado não é. Bonito aos olhos e apetitoso não é. Geralmente usamos um "Bento Box" (veja definição no dicionário da minha amiga Claudia) na bike e uma pochete na corrida (além dos bolsos das camisetas e shorts). E detalhe: não costumo lavar o Bento Box sempre não...duvido que alguém faça isso regularmente!
Montei uma lista de "comidinhas" que já experimentei nos treinos e nas competições, coloquei tudo no formato de menu à la italiana, pelo menos nisso, no formato, manteremos o glamour. Devo informar que as combinações dos itens nem sempre funcionam, às vezes é necessário ter em mente duas das "10 dicas que Lance me ensinou": 8-Diarréia: volte para casa assim que posível e 9-Flatulência:fique no final do pelotão. Mas isso a gente só descobre experimentando. Ou não.
Buon appetito!
Antipasti
- Palitinhos assados salgados (Stiksy)
Primo
- Batata cozida só no sal
- Massa de lasagna cozida com sal e enroladinha
- Purê de batata no saquinho de gelinho
Secondo
- Bisnaguinha com requeijão light e peito de peru
Contorno
- Barrinha de proteína
- Gel
Formaggio e frutta
- Banana prata
- Laranja
- Gomos de mexerica
Dolce
- Bananinha com açúcar
- Bananinha com cobertura de chocolate
- Bisnaguinha com geléia
- Mocotó (bicolor rosa e branco)
- Confeitos de gelatina (variados sabores e formas)
Caffè
- Gel GU sabor cappucino com o dobro de cafeína
Digestivo
- Coca-cola
Bebidas
- Água
- Endurox R4
- Accelerade
- Gatorade
- Água com maltodextrina
Se o treino ou a competição vão durar até 2 horas, nada que 2 sachês de gel (1 a cada 45 min) e 1 garrafinha de água não resolvam. O triathlon na distância short e olímpica dificilmente ultrapassa esse tempo. A não ser que seja uma prova com requintes de crueldade, tipo os XTerra ou os XTreme da vida, aí sim lá se vão mais de 2 horas fácil. Portanto, eu diria que quem compete até a distância olímpica ainda mantém o glamour ao comer, é relativamente clean e seguro (no sentido de não causar distúrbios alimentares) consumir apenas o gel com água.
Agora quando vamos analisar o que o triatleta de longa distância consome nos seus seguidos treinos de mais de 3 horas de duração, principalmente na bicicleta, aí a imaginação corre solta. Principalmente porque comer as mesmas coisas toda semana enjôa, daí que estamos sempre "trocando figurinhas" uns com os outros e o menu começa a ficar bem "tabajara". Eu acho que já falei em algum post anterior que triatleta não pode ser fresco. Pelo menos os de longa distância não.
Imagina como fazemos para transportar toda a comida? Clean não é. Delicado não é. Bonito aos olhos e apetitoso não é. Geralmente usamos um "Bento Box" (veja definição no dicionário da minha amiga Claudia) na bike e uma pochete na corrida (além dos bolsos das camisetas e shorts). E detalhe: não costumo lavar o Bento Box sempre não...duvido que alguém faça isso regularmente!
Montei uma lista de "comidinhas" que já experimentei nos treinos e nas competições, coloquei tudo no formato de menu à la italiana, pelo menos nisso, no formato, manteremos o glamour. Devo informar que as combinações dos itens nem sempre funcionam, às vezes é necessário ter em mente duas das "10 dicas que Lance me ensinou": 8-Diarréia: volte para casa assim que posível e 9-Flatulência:fique no final do pelotão. Mas isso a gente só descobre experimentando. Ou não.
Buon appetito!
Antipasti
- Palitinhos assados salgados (Stiksy)
Primo
- Batata cozida só no sal
- Massa de lasagna cozida com sal e enroladinha
- Purê de batata no saquinho de gelinho
Secondo
- Bisnaguinha com requeijão light e peito de peru
Contorno
- Barrinha de proteína
- Gel
Formaggio e frutta
- Banana prata
- Laranja
- Gomos de mexerica
Dolce
- Bananinha com açúcar
- Bananinha com cobertura de chocolate
- Bisnaguinha com geléia
- Mocotó (bicolor rosa e branco)
- Confeitos de gelatina (variados sabores e formas)
Caffè
- Gel GU sabor cappucino com o dobro de cafeína
Digestivo
- Coca-cola
Bebidas
- Água
- Endurox R4
- Accelerade
- Gatorade
- Água com maltodextrina
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