segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novo começo

  Uma das minhas resoluções para o ano novo de 2013 seria escrever, pelo menos, um novo post por mês no meu querido blog Tripateta. Antes que janeiro acabe e eu complete o meu centésimo “amanhã eu faço” do ano, vamos lá!

  Faz muito tempo que eu não escrevo e, portanto, muita coisa aconteceu no meu mundinho triatlético. Mas vamos soltando as novidades aos poucos.

  Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que tomei coragem e voltei a estudar! Em agosto de 2012 iniciei minha segunda graduação! Estou fazendo faculdade de Educação Física na FMU, aqui em São Paulo. Trabalho durante o dia, mais faculdade à noite é igual a... cansaço generalizado, mente e corpo, mas feliz até os ossos. Não sobra muito tempo para treinar triathlon, mas dou uma nadadinha aqui, uma pedaladinha ali, uma corridinha acolá e vamos levando.

  Tive muita sorte de cair numa turma maravilhosa, que ama esportes em geral e meus receios de ter de suportar uma turma de pré-adultos-universitários-cabeça-oca-pentelhos-maletas foram divinamente infundados. Muitos da nossa turma são mais velhos e estão na sua segunda-graduação, como eu e, ouso dizer, demos o tom de seriedade e a turma veio junto na medida do possível. Claro que com algumas excessões. Normal.

  Cada aula que tenho é um imenso prazer, este semestre que passou estudamos Crescimento Humano, Anatomia, Handball, Histologia, Atletismo, Primeiros Socorros, Natação, etc. e com professores super-renomados e competentes (excessões aqui de novo e normal, de novo).

  Sou analista de sistemas, profissão que tenho desempenhado desde 1997, portanto há 16 anos, com muito capricho e dedicação. É um trabalho mentalmente desgastante, requer extrema concentração e raciocínio lógico. Tem sido muito gratificante atuar nesta área, mas é chegada a hora de mudanças. Na maioria das vezes, sabemos que precisamos mudar, mas conforme ficamos mais velhos, vamos ganhando um comodismo rançoso, do qual eu sempre tive pavor. Enquanto tiver energia vital neste corpo, alegria de viver e vontade de ser, cada dia, um tantinho mais feliz ainda, eu vou correr atrás.

  Foi com essa gana, e talvez coragem, de recomeçar uma carreira profissional que terminei o primeiro semestre com a maioria das notas oscilando entre 9 e 10. A menor, 8.5. CDF? Oh yes, estudei feito louca (alegre), com orgulho.

  Diferente da maioria dos meus posts, em que não levo nada a sério e debocho de tudo e de todos (inclusive amigos), esse vai saindo mais careta. Mas tudo bem, é só para desenferrujar a escrita e tirar o pó das idéias.

  Ok, ok, só uma gracinha: ontem aprendi a andar de SUP num mar chatinho, cheio de marolinhas na praia de Paúba, litoral norte de São Paulo. Quem assistia a cena da praia deve ter dado boas gargalhadas do festival de quedas, para os lados, para a frente, de peixinho cai pra trás, sim, era praticamente o ilariê, ô ô ôooooo, tchibum. Professor fera, paciente, com incentivos pegando no ponto fraco: “triatleta desistindo? triatleta cansada?” ughhh de volta pra prancha e, de novo, água. Depois de um BOM número de tentativas eis que fico em pé, uma remada, duas remadas (já na diagonal), três remadas (com uma perna no ar e outra no SUP) e voilá, tchibum. Once again. No final das contas, consegui remar bastante em pé, mas eu considero que tenho “unfinished business” com o SUP, me aguarde! 

 Feliz 2013 a todos!




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Triathlon e os pequenos prazeres da vida


Trote leve fofocando com os amigos

Pisar o chão descalça depois de correr

Contar piada no treino de pedal as 5:00 da manhã

Falar palavrão no treino de pedal

Soltar 100m livre

200m de perna com nadadeira conversando em 3 na mesma raia

Ter um amigo nadando no teu ritmo na raia ao lado só pra te fazer companhia

Sentir o sono vir e poder dormir

Acordar no pique total numa manhã de verão

Banho quente depois de um pedal gelado

Coca-cola gelada depois de um pedal quente

Primeira respirada profunda na bike, depois de uma natação tensa

Nadar no mar

Massagem

Tricotar com as amigas no vestiário da academia

Padoca com os amigos depois do treino

Pão francês fresquinho com manteiga e café no lanche da tarde

Lanche de churrasco com queijo na estrada voltando da competição

Comer um prato GG de macarronada no jantar

Pegar vácuo numa roda boa

Sentir a endorfina entrar na corrente sanguínea durante a corrida

Matar o treino de pedal da madrugada e dormir mais 2 horas babando

Ver o sol nascer no treino de pedal da madrugada

Perceber que alguém te esperou para dar roda e voltar para o pelotão

Esperar alguém que sobrou e levar de volta para o pelotão

Fazer xixi na roupa de neoprene antes da largada

Tirar a roupa de neoprene

Não conseguir parar de colocar itens nessa lista

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Poesia de uma tarde de inverno


Deixei as palavras brotarem para não estourar a represa e canalizei através do triathlon, como ele é meu esporte de coração, achei que era um veículo nobre.

A água nas mãos
Deslizando os braços
Esticando o alcance
Abrindo espaços

O vento no rosto
É o vento na alma
O vento no corpo
Balançando a calma

Os pés no chão
O passo ligeiro
A energia de dentro
É o prazer inteiro

Não vejo a linha
E não importa que eu passe
Pelo contrário, espero
Que o caminho me ultrapasse

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Bastidores do triathlon



Parte 2: O Menu

Se o treino ou a competição vão durar até 2 horas, nada que 2 sachês de gel (1 a cada 45 min) e 1 garrafinha de água não resolvam. O triathlon na distância short e olímpica dificilmente ultrapassa esse tempo. A não ser que seja uma prova com requintes de crueldade, tipo os XTerra ou os XTreme da vida, aí sim lá se vão mais de 2 horas fácil. Portanto, eu diria que quem compete até a distância olímpica ainda mantém o glamour ao comer, é relativamente clean e seguro (no sentido de não causar distúrbios alimentares) consumir apenas o gel com água.

Agora quando vamos analisar o que o triatleta de longa distância consome nos seus seguidos treinos de mais de 3 horas de duração, principalmente na bicicleta, aí a imaginação corre solta. Principalmente porque comer as mesmas coisas toda semana enjôa, daí que estamos sempre "trocando figurinhas" uns com os outros e o menu começa a ficar bem "tabajara". Eu acho que já falei em algum post anterior que triatleta não pode ser fresco. Pelo menos os de longa distância não.

Imagina como fazemos para transportar toda a comida? Clean não é. Delicado não é. Bonito aos olhos e apetitoso não é. Geralmente usamos um "Bento Box" (veja definição no dicionário da minha amiga Claudia) na bike e uma pochete na corrida (além dos bolsos das camisetas e shorts). E detalhe: não costumo lavar o Bento Box sempre não...duvido que alguém faça isso regularmente!

Montei uma lista de "comidinhas" que já experimentei nos treinos e nas competições, coloquei tudo no formato de menu à la italiana, pelo menos nisso, no formato, manteremos o glamour. Devo informar que as combinações dos itens nem sempre funcionam, às vezes é necessário ter em mente duas das "10 dicas que Lance me ensinou": 8-Diarréia: volte para casa assim que posível e 9-Flatulência:fique no final do pelotão. Mas isso a gente só descobre experimentando. Ou não.

Buon appetito!


Antipasti
- Palitinhos assados salgados (Stiksy)

Primo
- Batata cozida só no sal
- Massa de lasagna cozida com sal e enroladinha
- Purê de batata no saquinho de gelinho

Secondo
- Bisnaguinha com requeijão light e peito de peru

Contorno
- Barrinha de proteína
- Gel

Formaggio e frutta
- Banana prata
- Laranja
- Gomos de mexerica

Dolce
- Bananinha com açúcar
- Bananinha com cobertura de chocolate
- Bisnaguinha com geléia
- Mocotó (bicolor rosa e branco)
- Confeitos de gelatina (variados sabores e formas)

Caffè
- Gel GU sabor cappucino com o dobro de cafeína

Digestivo
- Coca-cola

Bebidas
- Água
- Endurox R4
- Accelerade
- Gatorade
- Água com maltodextrina

sábado, 13 de agosto de 2011

10 dicas importantes que o Lance Armstrong me ensinou



Há tempos que quero sair do silêncio aqui no Tripateta, até já escrevi a continuação para a série “Bastidores do Triathlon” mas não encontrava tempo nem disposição para revisar o texto e postar. Agora com o 70.3 de Penha se aproximando, e portanto descansando mais nos finais-de-semana, peguei para ler o livro “Lance Armstrong- Programa de Treinamento” que ganhei há uns 2 anos e ficou na estante. Senti uma necessidade incontrolável de compartilhar ensinamentos grandiosos que encontrei neste pequeno compêndio, verdadeiras pérolas de sabedoria, escrito por um tal de Joffre Nye, “ghost writer” de Chris Carmichael e Lance Armstrong. Tenho cá comigo a certeza de que Adriana Oliveira, a tradutora, também deve ter contribuído para que as pedrinhas de conhecimento se tornassem pérolas cintilantes.

Então vamos lá, no meu formato preferido de lista inversa de importância, separei com carinho 10 dicas que achei imprescindíveis para qualquer ciclista que se preze, lá vão!

10- “Os rolos de treinamento são os melhores amigos dos ciclistas dedicados. Lance os utiliza para vários propósitos”
Tripateta: Uau! Eu tenho um amiguinho para os dias de chuva! Estou dentro!

9- “Por mais confortáveis que possam ser para Lance ou Chris, os shorts de lycra de ciclismo não agradam a todos, pois deixam “tudo à mostra””.
Tripateta: Opaaaaa! Deixam tuuuuudo a mostra?

8- “Aquecedores de braço podem ser guardados nos bolsos da camiseta quando não estiverem sendo usados”
Tripateta: O “aquecedor” é um conjunto de fios que vai pelo braço né? Tipo aquelas mantas elétricas? Dica boa essa.

7- “Uma técnica para enfrentar curvas é conhecida como fora/dentro/fora. Desloque-se para fora em direção à beira da sua pista. Passe pela curva em uma tangente dentro dela. Depois da curva, deixe o impulso levá-lo para fora, para a beira da pista. Então imediatamente volte para o lado direito da estrada, para sair do fluxo do tráfego”
Tripateta: Oi?

6- “Lance aprendeu a técnica de pressionar o lado interno do joelho contra o tubo superior de seu colega de equipe inglês Sean Yates”
Tripateta: Ou o Lance tem as pernas longas pra caramba ou isso já tá ficando meio que proibido para menores.

5- “As colinas não são todas iguais”
Tripateta: Essa vou escrever num post-it e colar no meu guidão quando estiver treinando numa subida de 2% de inclinação para fazer uma de 10% na competição.

4- “Todos os campeões compartilham o dom de manter rigidamente um foco; eles podem ligá-lo ou desligá-lo.”
Tripateta: Só uma dúvida: se desligar o foco, como, ou melhor, onde fica?

3 - “Seja mais esperto que seu cérebro”
Tripateta: No comprendo.

2- “Como lidar com disfunções alimentares. Diarréia: volte para casa assim que possível”
Tripateta: Sem comentários.

E finalmente a dica mais importante do livro...

1- Como lidar com disfunções alimentares. Flatulência: reduza a quantidade de alimentos ricos em fibras e fique no fim do pelotão para o conforto de seus companheiros.”
Tripateta: E acenda um incenso! Pelamor!